Medium | 13.10.2026 23:25
“ Ouviu o falatório desconexo do bêbedo, caíu numa indecisão dolorosa. Êle também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava prêso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque êle não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dêle? Vivia trabalhando como um escravo. Desentupia o bebedouro, consertava as cêrcas, curava os animais — aproveitara um casco de fazenda sem valor. Tudo em ordem, podiam ver. Tinha culpa de ser bruto? Quem tinha culpa?